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Confira as dicas da corredora Andressa Castanheira para se jogar na corrida de rua!

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Andressa (segunda da esquerda para a direita) no pódio da Se Toque Run

Nos últimos anos, a febre das corridas de rua tomou conta do Brasil. Se antes havia poucas provas, como a tradicional corrida de São Silvestre e as maratonas de São Paulo e do Rio, voltadas aos atletas profissionais, embora alguns corredores de fim de semana também participassem, ultimamente em quase todo final de semana há uma corrida de rua programada. Elas chegam a atrair dezenas de milhares de participantes e ganham diferenciais como provas temáticas, prêmios e brindes bacanas e muito mais. Já falamos aqui no blog como a corrida é uma atividade física democrática, que pode ser praticada por qualquer pessoa, inclusive na 3ª idade, e agora vamos contar a história de uma mãe de família normal, que estava acima do peso e começou a correr para emagrecer, gostou tanto que não parou mais, e hoje conquista medalhas e pódios em algumas das principais corridas de rua do Brasil!

O começo

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Andressa antes e depois de encarar a corrida

Andressa Castanheira é uma paulistana típica, corintiana roxa, e mãe de três filhos, moradora da zona oeste de São Paulo. “Eu era a típica sedentária que gostava de beber cerveja e comer com os amigos. Comecei a engordar, até que um dia fui colocar uma calça 44 e não serviu. Falei: ‘46 não vou comprar, tenho que fazer alguma coisa’. Com três filhos, faltava grana pra academia, mas no meu prédio tinha a sala de ginástica e comecei a caminhar na esteira, No terceiro dia não aguentava mais aquela monotonia da esteira. Fui ver na internet como faz pra ‘secar’, vi o exercício intercalado que é um minuto correndo e dois caminhando. Comecei a fazer na esteira mas logo cansei e fui pra rua. Comecei de leve mas fui aumentando o tempo e, quando vi, estava correndo 5 quilômetros, registrados pelo aplicativo no celular”, conta.

Quando começou a se exercitar, Andressa pesava 86 quilos. “Vi que perdia em média um quilo por semana, e adorava tirar fotos do meu progresso e postar nas redes sociais. Sentia-me bem vendo as pessoas curtindo e me incentivando, inclusive algumas amigas se interessaram e começaram a correr comigo. Aí cheguei em 70 quilos, 65, cheguei a 58, mas estava uma caveira. Vi que precisava ganhar um pouco de massa, pois sou alta, e estabilizei em 62 quilos”, afirma.

A primeira corrida de rua

Ela conta que no começo não acreditava quando outros corredores mais experientes falavam que correr é como uma febre. “Mas realmente, percebi que você gosta tanto da sensação que a corrida dá que vai, continua correndo mais, baixando o tempo, batendo as metas, e quando percebi estava ‘viciada’. Então falei: ‘vou fazer uma corrida de rua’”. Uma amiga dela teve câncer e falou sobre a corrida contra o câncer que aconteceria no Parque do Ibirapuera. Foi amor à primeira vista.

Ela começou a se inscrever em todas as corridas que ficava sabendo, mas logo percebeu que precisaria de uma orientação profissional. “Fui numa academia aqui perto que tem um grupo de corrida, e comecei a fazer treino personalizado”.

Cuidados para quem quer correr “a sério”

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Como boa parte das pessoas que começa a correr, Andressa não tinha muita preocupação com a prevenção de lesões, mas a experiência a ensinou que isso é fundamental. “Comecei a correr com um tênis que eu tinha no armário, nem sabia se era de corrida. Meu pé e tornozelo começaram a doer, fui pesquisar e comprei um que era meu preferido, adorava. Quando ele ficou velho, fui pesquisar outro, fiz o teste de pesada e tudo mais, mas não me adaptei, e voltei ao modelo que usava antes. Então não tem jeito, você só sente usando. Eu, como sou mais pesadona, preciso de tênis com mais amortecimento, mas tem quem goste de um tênis mais leve e de sola fina, com o pé mais perto do chão, que dá mais velocidade.  Só afirmo que não é preciso comprar o tênis mais caro e com a tecnologia mais avançada, modelos básicos podem funcionar bem, depende de como o seu pé se adapta ao tênis.

Ela afirma que as dores são comuns, “fazem parte”, mas a sensação boa que a corrida traz é maior. “Você fala eu posso, eu vou’, e vai. Os tempos vão diminuindo e a distância aumentando naturalmente”. Mas ela sofreu uma lesão que a tornou mais cuidadosa. “Tive um problema no quadril que é normal com quem começa a correr mais forte. Aí percebi da importância de fazer exercícios de fortalecimento, pois a corrida exige muito das articulações e músculos. Hoje inclusive faço fisioterapia preventiva, pra prevenir as lesões”, conta.

Rotina de treinamentos

Hoje em dia, Andressa treina seis dias por semana, apenas a sexta é de “folga”, pois o doming geralmente é o dia em que são realizadas as corridas. “Os treinos são alternados, segunda e quarta tenho o treino forte, à noite no campus da USP (tradicional local de treinamento de corredores e ciclistas em São Paulo). Esse treino é progressivo, ou seja, cada dia é mais forte que o anterior. De terça e quinta é um treino mais leve, para ‘soltar as pernas’, como a gente fala. Aí sábado é o “longão”, de pelo menos uma hora correndo. Mas a distâncida depende, hoje em dia faço treinos mais curtos e dinâmicos, de até 10 quilômetros, pois estou focada em provas mais curtas, mas quando estava trinando para a meia maratona do Rio (21 km), fazia o longão de 18 quilômetros”, explica.

Resultados

Essa dedicação rendeu a Andressa alguns pódios e medalhas importantes “Meu primeiro pódio foi ano passado na Meia Maratona de São Paulo, lá eu estava no auge. Também consegui correr a meia maratona do Rio em menos de duas horas. Mas aí tive a lesão e precisei segurar um pouco a onda”.

Apoio da família

No começo, foi difícil pra Andressa ganhar o apoio do marido. “Ele é meio avesso, curte mais o estilo de vida futebol, boteco e carnaval (risos). No começo, o que ele podia fazer pra eu não treinar, fazia. Mas na primeira vez em que ele foi ver uma corrida minha eu já peguei pódio, aí ele viu que era sério, e passou a me apoiar mais. Meus filhos sempre deram mais incentivo, querem ver minhas medalhas, acham legal. Mas depois que eu comecei a correr virei aquela companhia chata, vou no ensaio da escola de samba, que é sempre de sexta à noite, mas não bebo mais e quero ir embora cedo”, brinca.

Moda das corridas de rua

Ela ficou feliz com a onda da corrida de rua crescendo, mas afirma que às vezes, nas corridas maiores, o grande número de participantes pode ser um problema. “Virou uma loucura, fica desconfortável, não tem espaço pra desenvolver a corrida e às vezes falta água, essas coisas. Por isso, estou privilegiando agora corridas menores, que estão mais divertidas”.

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